Existem máximas no ambiente empresarial que não cansam de provar sua validade, independentemente das transformações que vivemos no universo corporativo e da velocidade com que vemos surgir novas metodologias, inovações e modelos de negócio que mudam a forma como enxergamos uma série de aspectos na gestão das organizações.
Uma destas máximas que continuam atestando sua perenidade é a de que as pessoas são o principal ativo de uma empresa. E este princípio é especialmente válido em um ambiente que, de modo cada vez mais incisivo, valoriza a colaboração entre os pares e um background de soft skills – uma pesquisa recente da Emergenetics apontou, por exemplo, que as habilidades mais valorizadas para os profissionais do futuro serão a comunicação, a colaboração, o pensamento crítico e a liderança.
Dentro deste contexto, uma pergunta sobre a qual gosto sempre de refletir é: o que você tem feito para potencializar as habilidades de seus colaboradores, a produtividade e o valor de suas entregas, e todo este ambiente de colaboração e troca capaz de alavancar os resultados de seu negócio?
Os super recursos
E aqui, na minha visão, entra o papel da tecnologia. Um grande passo para estimular a criatividade humana, o fortalecimento de ambientes colaborativos e a geração de resultados eficientes reside na oferta de recursos inteligentes, capazes de elevar ao máximo o potencial de geração de valor de suas equipes, ao unir talento com assertividade; iniciativa e liderança para a tomada de decisão, com dados que sustentem as estratégias de uma empresa.
E hoje, estes recursos inteligentes, estes super recursos já fazem parte da realidade das empresas que estão guiando, não só, o movimento global de digitalização nas organizações, mas também, a construção de ambientes de trabalho no qual os funcionários se sentem mais integrados, contribuem diretamente com os objetivos estratégicos e a lucratividade dos negócios, além de colaborar mais entre si.
Neste sentido um levantamento da Gallup divulgado pela Forbes apontou que, empresas que fornecem instrumentos (tecnologia, suporte e orientação) para um alto engajamento entre os funcionários são até 21% mais lucrativas. Além disso, 83% dos trabalhadores consultados em um levantamento da Alfresco acreditam que a tecnologia potencializa o trabalho colaborativo (os dados foram compilados pela Go Remotely).
Mas quais seriam estes super recursos que podem contribuir para elevar o potencial do trabalho humano? Atualmente, há muitas tendências interessantes que podem ser citadas, mas gostaria de comentar três eixos tecnológicos principais.
O primeiro é o da Inteligência Artificial. O uso de algoritmos de machine learning já é uma realidade no mercado e, temos neste campo, todo um hall de possibilidades – da automatização de tarefas repetitivas ao uso de chatbots, do suporte na tomada de decisões estratégicas à produção industrial. O ponto de conexão com o trabalho humano envolve, novamente, a valorização dos soft skills – enquanto a robótica pode ser uma aliada em tarefas operacionais e na mineração de dados, por exemplo, o fator criatividade, análise crítica e interpretação sempre serão indispensáveis para o dia a dia de qualquer empresa.
E por falar em dados, o poder do analytics está aí para ser usado nas mais diversas escalas de uma organização – seja para um melhor entendimento do consumidor por parte dos profissionais de marketing; seja para o desenho de abordagens mais assertivas dos times comerciais ou para análises preditivas de cenários por parte dos gestores, que desenharão, com mais eficiência, os passos futuros de sua organização.
Por fim, gostaria de comentar o fator conectividade e a construção dos ambientes digitais de trabalho. Se houve algo que a crise do COVID-19 nos confirmou de uma vez por todas foi que, com os recursos tecnológicos cada vez mais acessíveis para a população, hoje em dia, podemos trabalhar de qualquer lugar, sem que para isso tenhamos de abrir mão da integração entre colaboradores, da gestão de indicadores de produtividade e de uma comunicação fluida.
Não à toa, um levantamento da McKinsey (também citado em reportagem da Go Remotely) apontou que colaboradores que trabalham com ferramentas online e vivenciam ambientes de trabalho digitalizados (digital workplaces) tem sua produtividade escalada em até 30%.
Um futuro disruptivo com a união entre tecnologia e inteligência humana
Dentro deste contexto, para que possamos desenhar este cenário nas organizações, temos de quebrar, definitivamente, o paradigma de que há uma oposição entre trabalho humano e inovação. Por mais que o futuro nos reserve mudanças, o elo criativo, crítico e interpretativo que só o ser humano oferece, na minha visão, nunca perderá a validade nas empresa que desejam se diferenciar e ser ou se manter únicas.
E vale salientar ainda que diferentes estudos atestam que, enquanto a tecnologia transforma, de fato, o mercado de trabalho, ela gera muito mais empregos durante todo este movimento. O que não podemos é temer a mudança; aqueles que estiverem abertos para construir o futuro, certamente, serão protagonistas no mercado, seja liderando uma empresa, empreendendo ou contribuindo com suas habilidades e conhecimentos para o dia a dia de uma organização.
Diante de tudo isso, é papel dos gestores e líderes prover suas equipes com super recursos, fomentando a união da inteligência humana com a tecnologia em um ambiente que, como vimos, já está em transformação.